E, porque hoje é dia de manifestação em 40 cidades portuguesas, porque temos de por fim a este absurdo, que eles teimam em chamar "medidas de austeridade necessárias para salvar o país".. tenho uma mensagem para vocês, que já deviam saber fazer contas de somar e subtrair (e desculpem-me se feri alguma tipo de susceptibilidade):
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sábado, 15 de setembro de 2012
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Portugal em 2012
Segundo este grande Mestre...
Fixando-me no ponto primeiro " Política sem princípios" reflecte a realidade de Portugal no ano 2012. . Recuso-me a concordar com um primeiro ministro que faz o mais fácil - aumentar impostos. Recuso-me a compactuar com isto, quando o exemplo DEVE começar por quem Governa. Recuso-me a ouvir as palavras ditas por este senhor Passos Coelho, o qual diz estar a pensar nos filhos, e no futuro, quando desde que lá está nada fez para dar exemplo... não reduziu a despesa (continuo a ver motoristas, continuo a ver carros topo de gama, continuam a existir subsídios, o Estado continua a comparticipar o combustível dos passeios dos governantes, das compras, da alimentação).
E é isto.. se o governo não governa, demitam-se!
domingo, 9 de setembro de 2012
Um Povo Resignado e Dois Partidos sem Ideias
Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta. [.]
Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira a falsificação, da violência ao roubo, donde provem que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro. Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.
A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.
Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar.
Guerra Junqueiro, in 'Pátria (1896)'
Austeridade: Não são os ricos que criam empregos, são os consumidores
... e se não há dinheiro para consumir, não existem consumidores..
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Corre por aí...
[...'Amigalhaço' PPC... queres mais alguma dica?]
O que fez o François Hollande (em 56 dias de presidência) ... (não palavras ... actos) ... em 56 días no cargo:
- Suprimiu 100% dos carros oficiais e mandou que fossem leiloados; os rendimentos destinam-se ao Fundo da Previdência e destina-se a ser distribuido pelas regiões com maior número de centros urbanos com os suburbios mais ruinosos.
- Tornou a enviar um documento (doze linhas) para todos os órgãos estaduais que dependem do governo central em que comunicou a abolição do "carro da empresa" provocativa e desafiadora, quase a insultar os altos funcionários, com frases como "se um executivo que ganha ? 650.000/ano, não se pode dar ao luxo de comprar um bom carro com o seu rendimento do trabalho, significa que é muito ambicioso, é estúpido, ou desonesto. A nação não precisa de nenhuma dessas três figuras " . Fora os Peugeot e os Citroen. 345 milhões de euros foram salvos imediatamente e transferidos para criar (a abrir em 15 ago 2012) 175 institutos de pesquisa científica avançada de alta tecnologia, assumindo o emprego de 2560 desempregados jovens cientistas "para aumentar a competitividade e produtividade da nação."
- Aboliu o conceito de paraíso fiscal (definido "socialmente imoral") e emitiu um decreto presidencial que cria uma taxa de emergência de aumento de 75% em impostos para todas as famílias, líquidas, que ganham mais de 5 milhões de euros/ano. Com esse dinheiro (mantendo assim o pacto fiscal) sem afetar um euro do orçamento, contratou 59.870 diplomados desempregados , dos quais 6.900 a partir de 1 de julho de 2012, e depois outros 12.500 em 01 de setembro, como professores na educação pública.
- Privou a Igreja de subsídios estatais no valor de 2,3 milhões de euros que financiavam exclusivas escolas privadas, e pôs em marcha (com esse dinheiro) um plano para a construção de 4.500 creches e 3.700 escolas primárias, a partir dum plano de recuperação para o investimento em infra-estrutura nacional.-
- Estabeleceu um "bónus-cultura" presidencial, um mecanismo que permite a qualquer pessoa pagar zero de impostos se se estabelece como uma cooperativa e abrir uma livraria independente contratando, pelo menos, dois licenciados desempregados a partir da lista de desempregados, a fim de economizar dinheiro dos gastos públicos e contribuir para uma contribuição mínima para o emprego e o relançamento de novas posições sociais.
- Aboliu todos os subsídios do governo para revistas, fundações e editoras, substituindo-os por comissões de "empreendedores estatiais" que financiam acções de actividades culturais com base na apresentação de planos de negócios relativos a estratégias de marketing avançados.
- Lançou um processo muito complexo que dá aos bancos uma escolha (sem impostos): Quem porporcione empréstimos bonificados às empresas francesas que produzem bens recebe benefícios fiscais, quem oferece instrumentos financeiros paga uma taxa adicional: é pegar ou sair.
- Reduzido em 25% o salário de todos os funcionários do governo, 32% de todos os deputados e 40% de todos os altos funcionários públicos que ganham mais de 800.000 por ano. Com essa quantidade (cerca de 4 milhões) criou um fundo que dá garantias de bem-estar para "mães solteiras" em difíceis condições financeiras que garantam um salário mensal por um período de cinco anos, até que a criança vai à escola primária e três anos se a criança é mais velha. Tudo isso sem alterar o equilíbrio do orçamento.
Resultado:
O spread com títulos alemães caiu, por magia.A inflação não aumentou.A competitividade da produtividade nacional aumentou no mês de junho, pela primeira vez em três anos.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Portugal no bom caminho.. ?!
O ministro (VG) diz assim:
E eu digo assim:
Entre o dizer e o executar ainda vai um bocado... aliás dizer todos nós sabemos fazê-lo e muito bem.
E depois, Portugal com profundos problemas no que concerne a empregabilidade, eu não arriscaria dizer uma frase como esta seu VG.
Também não me parece que o crescimento económico derive apenas da criação de postos de trabalho....
Agora se gerissem de forma coerente os subsídios dados aos indivíduos que estão parados e aqueles que não estão e recebem tanto do estado como do "patrão"...
Agora, se houvesse maior controlo sobre a despesa do Estado e consequente redução a coisa podia estar efectivamente no bom caminho.
Agora, se o imposto sobre o valor acrescentado fosse variável sobre as Marcas, eu diria que a coisa melhorava efectivamente; continuo sem concordar com o IVA a 23% da forma como está implementado, isto não gera economia meus senhores! Mas quem sou eu para dar a dica...
Sobre a 'criação de emprego', tenho para mim que se um indivíduo não o procura, não faz por si, ele não lhe cai do céu... hoje e sempre!
(in Público)
Portugal está “no bom caminho” para o crescimento económico e criação de emprego, defendeu o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, nas reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI), em que participou na última semana.
E eu digo assim:
Entre o dizer e o executar ainda vai um bocado... aliás dizer todos nós sabemos fazê-lo e muito bem.
E depois, Portugal com profundos problemas no que concerne a empregabilidade, eu não arriscaria dizer uma frase como esta seu VG.
Também não me parece que o crescimento económico derive apenas da criação de postos de trabalho....
Agora se gerissem de forma coerente os subsídios dados aos indivíduos que estão parados e aqueles que não estão e recebem tanto do estado como do "patrão"...
Agora, se houvesse maior controlo sobre a despesa do Estado e consequente redução a coisa podia estar efectivamente no bom caminho.
Agora, se o imposto sobre o valor acrescentado fosse variável sobre as Marcas, eu diria que a coisa melhorava efectivamente; continuo sem concordar com o IVA a 23% da forma como está implementado, isto não gera economia meus senhores! Mas quem sou eu para dar a dica...
Sobre a 'criação de emprego', tenho para mim que se um indivíduo não o procura, não faz por si, ele não lhe cai do céu... hoje e sempre!
(in Público)
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